
sábado, 5 de dezembro de 2009
Por alguma razão misteriosa

domingo, 8 de novembro de 2009
Chucrovia
Quarta feira, 04/11/2009. Fui à audiência pública que tratou do prolongamento da avenida Chucri Zaidan. Representando o poder público , estavam presentes o Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, secretário municipal do verde e do meio ambiente, Roberto Molin, da EMURB, do Geólogo Fernando F. Kertzman da Geotec, empresa que fará o estudo do impacto ambiental da obra e de inúmeras outras entidades da sociedade civil, sociedades de bairro, do parque Burle Marx, pessoas comuns e proprietários de imóveis que serão desapropriados. Essa obra incluirá uma nova ponte na altura do Parque Burle Marx. Somará às outras obras de melhoria do transporte do meu bairro, como o metrô linha 5 lilás, o metrô linha 17 ouro, o corredor Diadema - Brooklin, o prolongamento da Avenida Roberto Marinho, a despoluição do Rio Pinheiros, a ciclovia na marginal, entre outros. Sentados ao meu lado no auditório, meu irmão, Victor Barreto, ciclo – ativista de São José dos Campos, André Pasqualini, ciclo - ativista, fundador do combativo site Ciclo Br
, Felipe Aragonez, Bike reporter da rádio Eldorado
http://falansterios.blogspot.com/
, Ricardo Corrêa, arquiteto responsável pelo plano cicloviário de Porto Alegre, do grupo TC Urbes
O Ricardo criou um projeto cicloviário para o Bairro de Santo Amaro. http://tcurbes.blogspot.com/2009/05/plano-cicloviario-integrado-da.html
Após uma rápida introdução que incluía um vídeo inédito do projeto, representantes da sociedade civil foram para a tributa falar. Não faço parte do grupo de moradores do bairro que expressou repúdio à obra. Sei que essa nova avenida trará melhorias para a região. Peneirando as bobagens, certas colocações me pareceram pertinentes, e todos ganharemos se forem incorporadas ao projeto final. Exemplos? O corredor de ônibus da Av. Berrini precisa se integrar com a nova avenida. A ponte não deve prejudicar ou invadir o espaço do Parque Burle Marx. A ciclovia (chucrovia?) deve aparecer prevista já no projeto da Avenida, como manda a lei, e não numa via paralela de tráfego mais leve. A via expressa do lado do Morumbi precisa suportar o trânsito pesado que a nova avenida trará.
A seguir apresento trechos da audiência capturados pela câmera do meu celular.
O filme inédito de três minutos apresentado na abertura: http://www.youtube.com/watch?v=t-QNuLcd_mY
As colocações iniciais do André Pasqualini:
http://www.youtube.com/watch?v=UMlkurU0ybM
As colocações do Felipe Aragonez:
http://www.youtube.com/watch?v=dNVoU3p2W6c
A resposta do Roberto Molin
http://www.youtube.com/watch?v=tzgY0nUx48w
e do engenheiro responsável pelo projeto apresentado
http://www.youtube.com/watch?v=yxOxz4DYdZ8
a réplica do Pasqualini:
http://www.youtube.com/watch?v=lfK2S8qw1ko
Segundo a comissão presente, as colocações feitas serão estudadas e eventualmente incorporadas ao projeto final. A maior preocupação dos moradores que terão seus imóveis desapropriados era a data prevista para o início da obra e para as desapropriações. Ficou claro que nada acontecará antes do final de 2010, início de 2011. É um longo caminho legal. Depende de licença ambiental, de aprovação final do projeto executivo, de licitação pública. Outras audiências acontecerão, para submeter o projeto modificado novamente à apreciação da sociedade civil. A ciclovia prevista ao longo da Chucri Zaidan ligará o Parque Burle Marx ao parque linear previsto no prolongamento da Av. Roberto Marinho. Se a nova chucrovia sair do papel vai ser muito legal.
Meu irmão aproveitou o evento para convidar o Ricardo Corrêa da TC Urbes para uma visita a São José. Quem sabe a prefeitura de lá não se interessa por um projeto cicloviário completo, planejado para só para a cidade? Excelente iniciativa, Brother, para a cidade das Bikes com guidão em forma de lira. Se algo de concreto rolar, contarei aqui.
Vídeo: Passeio em uma das ciclovias de São José dos Campos, numa visita em Outubro de 2009. http://www.youtube.com/watch?v=-SBSNP9wP78
Boas pedaladas.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
A chama do tititi
Contei aqui a história de como a Gis, minha mulher, se tornou síndica do prédio em que moramos
http://bcpandre.blogspot.com/2008/09/em-chamas.html
Contarei agora os acontecimentos seguintes. Vou me referir a Gis apenas como a síndica, para facilitar a narrativa. Após a ressaca da vitória, era comum ouvir nos corredores do prédio comentários da oposição do tipo Ih, isso aí não vai dar em nada... Com tanto por fazer, tantas melhorias abortadas por má administração, incompetência, irresponsabilidade, precisávamos aprender a lidar com a oposição ferida, que deixou claro de início que ia trabalhar contra. Tinham agora muito tempo ocioso, já que seu brinquedo preferido, o prédio, não estava mais disponível. O cheiro de coisa errada no ar ficava mais forte conforme a síndica tomava pé da situação. Na primeira semana chamou os sete funcionários para uma conversa. Estabeleceu novas normas de convivência. Novos procedimentos de rotina. Faxina geral nas escadas, áreas comuns. Um ato simbólico. Uma declaração de intenção. Melhorou as condições da guarita, a higiene dos banheiros, arrumou a bagunça das salas do térreo, usados como depósito de porcarias.
O zelador foi proibido de fazer obras em apartamentos no horário de trabalho. Foi obrigado a tirar seu carro da vaga usada irregularmente. Passou a cumprir o que descrevia seu contrato. Seguiu com a pequena revolução. Novo escalonamento de horário de folga. Corte de horas extras. Resultado imediato? Economia de uma pequena fortuna. O nosso caixa começou a melhorar.
Ralos de desperdício agora no radar. A conta permanente na loja de materiais de construção. Os gastos mensais com material de limpeza,
Passada a lua de mel de algumas semanas, a administradora revelou seus velhos hábitos. Não faziam nada. Não atendiam telefone, não passavam informação. A síndica aguentou
A síndica averiguou se as procurações eram de fato irregulares. Pura invenção. As procurações estavam em ordem para votar na assembléia. Quem assinou o documento seria indiciado mais tarde a explicar em juízo o ocorrido.
Farsa desmontada, mudou - se a estratégia. Recorrer a interpretação do regimento interno à luz do código civil. Aí nosso novo administrador, o Dr. Edson, mostrou a que veio. Combateu a truculência com argumentos e amansou os ânimos dos moradores, que se exaltavam a cada novo boato. A tática era sempre a mesma. Criar uma pseudo - notícia comprometedora para a síndica, alimentando a chama do tititi. No último momento, conseguimos uma liminar da juíza da vara local invalidando a assembléia extraordinária. A senhora é porreta mesmo hein? Todo mundo querendo te derrubar e a senhora não cai! O comentário da funcionária diz tudo sobre aqueles dias. Na hora marcada da tal assembléia descemos todos para um ato público de repúdio à tentativa de golpe, e em apoio à síndica. Foi um dia porreta, uma vitória, uma consolidação da nova gestão.
Nos meses seguintes, novas baixarias. Acusaram-na de tudo. De falsidade ideológica (usar nome falso), de maus tratos aos funcionários, de querer dar o golpe no condomínio, de ser a culpada pela falta de energia elétrica na rua. De criar um clima de desarmonia no prédio. Bem, a maioria silenciosa resolveu sair da toca e participar da vida política do prédio. Eis a desarmonia a qual se referiram. Sem ter em quem mandar e a quem abusar, os ex - bacanas sofriam de vaidade ferida. Os funcionários, descontentes por se verem obrigados a... trabalhar, oscilavam em sua lealdade, na esperança de que a síndica não segurasse a pressão e eventualmente caisse. Não caiu. Nesses meses a força da síndica vinha da união de seu eleitorado, cansada dos desmandos do zelador e da petulância dos antigos caciques. Descobrimos com o tempo que a oposição mal entendia de leis, mal sabia interpretar um documento, mal sabia argumentar. Eram bons em fazer picuinha sistemática, e só. Eram um ou dois senhores metidos a sabidos mais um monte de paus mandados, que viviam se enrolando sozinhos. Quase engraçado, se não enchessem tanto o saco. Como essa senhora, que argumentou numa assembléia: Uma oposição que concorda com tudo é burra. Respondo com prazer: Uma oposição que questiona tudo é igualmente burra.
Continua...
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Baião de dois
domingo, 9 de agosto de 2009
Não olhe
terça-feira, 21 de julho de 2009
Terapia de casal
domingo, 12 de julho de 2009
Escolha este
Acima: Alexander Lowen em ação.


